Armazenamento de Água Potável com EPDM Certificado ACS/WRAS
A solução mais segura e durável para reservatórios de água destinada a consumo humano — certificada pelos mais exigentes organismos reguladores europeus. Migração de compostos orgânicos inferior a 0,1 mg/L. Aprovada pela ERSAR para reservatórios municipais. Garantia de 20 anos.
O Material do Reservatório Contamina a Água que Bebe
A água potável é o bem essencial mais regulamentado em Portugal. O Decreto-Lei 152/2017 estabelece mais de 50 valores paramétricos para a qualidade da água que chega à torneira. No entanto, o elo mais silencioso desta cadeia de segurança é frequentemente o material que reveste o reservatório onde essa água é armazenada. Betão não revestido, tintas não certificadas, PVC convencional e mástiques comuns libertam compostos para a água armazenada — compostos que só aparecem em análises químicas detalhadas que a maioria dos operadores não realiza com frequência suficiente.
- Betão não revestido liberta hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂) que eleva o pH e altera o sabor da água; a superfície rugosa e porosa do betão é o substrato ideal para formação de biofilme, incluindo Legionella pneumophila em reservatórios de água quente
- Tintas epóxi de uso geral — não sujeitas a ensaios de migração para água potável — libertam fragmentos de película e compostos de decomposição para a água ao longo de 10-15 anos; o proprietário raramente sabe que a água que bebe tem contacto com material não certificado
- PVC convencional contém 20-40% de plastificantes em massa (tipicamente ftalatos, reconhecidos como perturbadores endócrinos); estes plastificantes migram para a água armazenada sob efeito da temperatura e do tempo — o Regulamento (UE) 2020/784 restringe o DEHP a 0,1% em materiais de contacto com água potável
- Mástiques e vedantes de silicone comuns contêm compostos acetoxi ou oxima que libertam ácido acético ou metil-etil-cetoxima para a água — nenhum destes compostos é neutro do ponto de vista toxicológico
- Reservatórios municipais portugueses com betão de 30-50 anos sem revestimento interior têm frequentemente valores de pH da água armazenada de 8,5-9,5 (muito acima do valor paramétrico de 9,5 do DL 152/2017) por lixiviação alcalina do betão envelhecido
- A contaminação por material do reservatório não é visível na análise bacteriológica standard que a maioria dos operadores realiza — só é detectada em análises de COT (Carbono Orgânico Total) e análises de compostos específicos que requerem laboratório acreditado
EPDM Certificado ACS/WRAS — A Única Opção Sem Compromisso para Água Potável
O EPDM certificado ACS (Attestation de Conformité Sanitaire, França) e WRAS (Water Regulations Advisory Scheme, Reino Unido) é formulado especificamente para contacto com água destinada a consumo humano. A sua cadeia polimérica principal — exclusivamente ligações simples carbono-carbono — é quimicamente inerte à água, ao cloro residual de desinfeção (tipicamente 0,1-0,2 mg/L) e às variações de pH normais de água potável (6,5-9,5). Não contém plastificantes susceptíveis de migração. Os ensaios de migração EN 12873 documentam extracção de COT inferior a 0,1 mg/L — muito abaixo de qualquer limiar regulatório.
- Formulação sem plastificantes, ftalatos, solventes halogenados ou metais pesados — a inércia química é intrínseca à arquitectura molecular, não depende de aditivos que se esgotem
- Ensaios de migração EN 12873 documentam COT < 0,1 mg/L — resultado inferior em ordens de grandeza ao limiar paramétrico de COT de 5 mg/L da Directiva Europeia da Água para Consumo Humano
- Superfície lisa e não porosa que dificulta a adesão de biofilme — redução documentada de 60-80% na formação de biofilme comparado com betão nu (relevante para prevenção de Legionella em reservatórios de água quente)
- Certificação documentada disponível para auditorias regulatórias da ERSAR e para requisitos do Decreto-Lei 152/2017 transposto da Directiva (UE) 2020/2184
- Compatível com todos os sistemas de desinfeção utilizados em água potável em Portugal: cloragem (0,1-0,5 mg/L cloro residual), cloraminas, dióxido de cloro e radiação UV
- Vida útil de 50+ anos sem degradação química — eliminação dos custos de substituição e das interrupções de abastecimento que a substituição de revestimentos de curta duração implica
Vantagens do EPDM
Dupla Certificação ACS e WRAS — Os Padrões Mais Exigentes da Europa
A ACS (Attestation de Conformité Sanitaire) é a certificação francesa para materiais em contacto com água destinada a consumo humano e uso em piscinas, reconhecida pela ERSAR e pelas entidades gestoras portuguesas. A WRAS (Water Regulations Advisory Scheme, BS 6920) é o padrão britânico equivalente, referência internacional. Ter ambas as certificações é a melhor prática — a documentação satisfaz qualquer requisito regulatório em Portugal e na União Europeia. A Membriko fornece os certificados originais para cada projecto.
Migração < 0,1 mg/L — Qualidade de Água Inviolável
Os ensaios de migração EN 12873 realizados em EPDM certificado ACS/WRAS documentam extracção de Carbono Orgânico Total (COT) inferior a 0,1 mg/L em condições de pior caso (três extracções de 24h a 23°C mais uma extracção a 60°C). Este valor é 50 vezes inferior ao limiar indicativo de COT de 5 mg/L da Directiva Europeia da Água para Consumo Humano. A qualidade da água armazenada em contacto com EPDM certificado não é afectada em qualquer parâmetro regulatório ao longo de toda a vida útil.
Superfície Higiénica Anti-Biofilme
A superfície lisa (Ra < 1 µm) e não porosa do EPDM vulcanizado dificulta estruturalmente a adesão de bactérias e a formação de biofilme — o primeiro passo para qualquer contaminação microbiológica do reservatório. Estudos comparativos documentam redução de 60-80% na formação de biofilme em superfícies EPDM versus betão nu. Para reservatórios de água quente sanitária onde a Legionella pneumophila é o risco dominante, a combinação de superfície lisa, material inerte e temperatura de serviço até 65°C é a melhor protecção disponível.
Inércia Química Permanente — Sem Degradação em 50+ Anos
Ao contrário de revestimentos que degradam progressivamente e libertam compostos para a água ao longo do tempo (tintas epóxi: 5-10 anos; cisterna PE: 25-30 anos), o EPDM certificado mantém a sua inércia química inalterada durante 50+ anos. A cadeia polimérica saturada não sofre hidrólise, não é atacada pelo cloro residual de desinfeção e não contém plastificantes susceptíveis de migração progressiva. Esta permanência elimina os custos de reaplicação, as análises de controlo periódico e as interrupções de abastecimento que a substituição periódica implica.
Custo Regulatório Zero ao Longo da Vida Útil
A certificação ACS/WRAS integrada na membrana elimina a necessidade de ensaios de migração periódicos do material do reservatório — exigidos quando o material não tem certificação vigente. Para reservatórios municipais sujeitos a auditoria da ERSAR, a documentação ACS/WRAS da Membriko satisfaz os requisitos sem ensaios adicionais. Ao longo de 50 anos, a poupança em custos de ensaio, auditoria e interrupções de abastecimento para substituição de revestimento representa um valor significativo para entidades gestoras de média e grande dimensão.
Adequado para Todos os Sistemas de Armazenamento de Água Potável
O EPDM certificado ACS/WRAS da Membriko é adequado para toda a tipologia de reservatórios de água potável em Portugal: reservatórios municipais de caixão (volume 50-10.000 m³), reservatórios elevados de betão, cisternas domésticas de habitação rural com captação própria (furo, nascente), reservatórios de condomínio, reservatórios de hotéis e unidades hoteleiras, cisternas de combate a incêndio (quando em sistema combinado), e reservatórios de água quente sanitária (AQS) até 65°C.
Especificações Técnicas
Certificação ACS
Sim — Attestation de Conformité Sanitaire (França)
Certificação WRAS
Sim — Water Regulations Advisory Scheme (UK, BS 6920)
Espessura (reservatório standard)
1,5 mm (EN 1849-2)
Espessura (reservatório elevado / AQS)
2,0 mm (EN 1849-2)
Migração COT (EN 12873)
< 0,1 mg/L — muito abaixo do limiar paramétrico de 5 mg/L
Temperatura da água (contínuo)
0°C a 65°C (água quente sanitária)
Gama de pH suportada
5,5 a 9,5 (toda a gama de água potável)
Resistência ao cloro residual
Até 2 mg/L — desinfeção standard sem degradação (ASTM D471)
Resistência à tracção
≥ 9 N/mm² (EN 12311-2)
Elongação na rotura
≥ 300% (EN 12311-2)
Estanquidade hidrostática
Aprovado a 60 kPa (EN 1928 Método B)
Rugosidade da superfície
Ra < 1 µm — superfície higiénica anti-biofilme
Norma de produto
EN 13956 / EN 13967 (conforme aplicação)
Vida útil projectada
50+ anos (ERA/SKZ/Arrhenius)
Plasticidade sem plastificantes
Sim — elasticidade intrínseca ao elastómero vulcanizado
Processo de Instalação
- 1
Visita Técnica e Avaliação da Conformidade Regulatória
A Membriko avalia o reservatório existente ou a construir: tipo e volume do reservatório, regime de exploração (água fria ou quente, pressão, caudal), estado do betão (fissuração, eflorescências, biofilme existente), inventário de todas as penetrações (tubagens, sondas de nível, acessos de inspeção) e regime regulatório aplicável (ERSAR, Decreto-Lei 152/2017, normas EPAL se aplicável). Define-se a espessura da membrana, o grau de certificação requerido e os acessórios necessários.
- 2
Coordenação com Engenheiro Sanitário e Projecto
Para reservatórios municipais e de condomínio, a Membriko coordena com o engenheiro sanitário responsável para garantir cumprimento do Decreto-Lei 152/2017 e dos regulamentos da ERSAR. O projecto inclui o layout de corte da membrana para minimizar emendas, o projecto de todos os pontos singulares (flanges de penetração certificadas ACS/WRAS, tampas de acesso, sondas de nível), e a sequência de instalação compatível com a manutenção do abastecimento quando possível.
- 3
Esvaziamento, Limpeza e Inspecção do Betão
Esvaziamento completo e limpeza do reservatório com solução de hipoclorito de sódio a 50 mg/L (desinfeção de betão antes da instalação, conforme NP EN 805). Remoção de biofilme, depósitos calcários e resíduos de revestimento anterior. Inspecção do betão: injecção de fissuras activas com resina de poliuretano hidro-expansiva certificada para água potável; preenchimento de fissuras inactivas com argamassa de base epóxi; rectificação de arestas vivas. O betão deve ter 28 dias mínimos de cura para instalação de EPDM colado.
- 4
Instalação da Membrana EPDM Certificada
Instalação da membrana EPDM certificada ACS/WRAS com adesivo de contacto certificado para contacto com água potável. O método fully adhered é utilizado para garantir ausência de bolsas de ar entre membrana e betão que poderiam criar condições de estagnação favoráveis ao biofilme. Para reservatórios de grandes dimensões, a instalação inicia no fundo e progride pelas paredes em painéis com largura máxima disponível (15,25 m) para minimizar emendas subaquáticas.
- 5
Penetrações e Pontos Singulares com Acessórios Certificados
Todas as penetrações (tubagens de entrada e saída, sondas de nível, sensores de qualidade, acessos de inspeção) recebem flanges de EPDM certificadas ACS/WRAS com anilha de compressão que cria vedação hermética entre membrana e tubagem. Nenhum mástique, silicone ou vedante não certificado é utilizado em qualquer ponto de contacto com água potável. Esta é uma condição não negociável da Membriko para toda a tipologia de reservatórios de água destinada a consumo humano.
- 6
Controlo de Qualidade das Emendas
Todas as emendas entre painéis de EPDM são executadas com primer QuickPrime Plus e fita QuickSeam de 150 mm certificada para contacto com água potável. Cada emenda é testada com sonda metálica após cura (critério: sem penetração da sonda). As emendas são documentadas com fotografia e incluídas no registo as-built do projecto. Para reservatórios municipais sujeitos a auditoria, este registo é a documentação de qualidade que satisfaz os requisitos da ERSAR.
- 7
Desinfeção Final e Análise da Água
Após a instalação completa, o reservatório é lavado com água potável (3 ciclos mínimos) para remoção de qualquer resíduo do processo de instalação. Desinfeção com hipoclorito de sódio a 25-50 mg/L durante 24 horas, seguida de esvaziamento e lavagem final conforme NP EN 805. Enchimento com água de rede e realização de análise bacteriológica e química (incluindo COT) por laboratório acreditado antes de entrada em serviço. A Membriko não declara o reservatório pronto a entrar em serviço sem o resultado satisfatório desta análise.
- 8
Dossier Técnico, Registo ERSAR e Emissão de Garantia
A Membriko entrega o dossier técnico completo: certificados ACS/WRAS originais da membrana e dos acessórios, registo fotográfico as-built de toda a instalação, resultados da análise de água, declaração de conformidade assinada pelo técnico responsável, e certificado de garantia de 20 anos. Para reservatórios municipais, o dossier inclui todos os documentos necessários para registo e aprovação da ERSAR. A Membriko disponibiliza também um serviço de inspecção periódica com relatório técnico.
Técnicas de Instalação
Reservatório Municipal de Caixão — Liner Interior EPDM ACS
Método standard para reabilitação de reservatórios municipais de betão de grande volume (50-10.000 m³). A membrana EPDM ACS é instalada como liner interior, reveste todo o betão existente e cria uma nova superfície de contacto com a água completamente inerte e certificada. O método permite realizar a reabilitação sem demolição da estrutura de betão existente — apenas a superfície interior é renovada. Adequado para reservatórios que mantêm a integridade estrutural mas perderam a impermeabilidade ou têm betão que lixivia compostos.
Vantagens
- Reabilitação sem demolição — a estrutura de betão existente é mantida integralmente
- Certificação ACS/WRAS integrada — documentação para ERSAR incluída no processo
- Compatível com sistemas de monitorização contínua de qualidade da água
- Período de interrupção de abastecimento minimizado — instalação rápida em grandes superfícies
Desvantagens
- Requer esvaziamento completo e interrupção do abastecimento durante a instalação
- Coordenação obrigatória com a entidade gestora de água e planeamento de abastecimento alternativo
- Betão com fissuração activa deve ser injectado antes da instalação da membrana
Cisterna Doméstica de Nova Construção — EPDM ACS em Betão
Para habitações rurais com captação própria (furo, nascente) ou novas construções com requisito de armazenamento de água potável, a Membriko instala EPDM ACS numa cisterna de betão armado de nova construção. Esta solução oferece capacidade ilimitada (5 a 500 m³), durabilidade de 50+ anos e qualidade de água superior às cisternas de polietileno ou fibra de vidro disponíveis no mercado.
Vantagens
- Capacidade ilimitada — muito superior às cisternas plásticas disponíveis no mercado
- Durabilidade de 50+ anos sem substituição — custo de ciclo de vida muito favorável
- Qualidade de água superior por ausência total de migração plástica
- Integração fácil na estrutura de betão da habitação — cisterna enterrada invisível
Desvantagens
- Custo de construção da estrutura de betão superior ao de uma cisterna plástica pré-fabricada
- Requer análise prévia da qualidade da água da fonte (furo ou nascente)
- Betão da cisterna deve ter cura completa (28 dias) antes da instalação do EPDM
Reservatório de Água Quente Sanitária (AQS) — EPDM ACS a 65°C
Para reservatórios de acumulação de água quente sanitária em edifícios com elevado consumo (hotéis, hospitais, edifícios multifamiliares), a Membriko instala EPDM ACS certificado para temperatura de serviço contínua até 65°C. Esta temperatura é a recomendada para prevenção de Legionella pneumophila em sistemas de AQS (a 60°C, a Legionella é eliminada em menos de 2 minutos). A combinação de superfície lisa anti-biofilme e inércia química a 65°C é a melhor protecção disponível para este tipo de aplicação.
Vantagens
- Certificado para temperatura de serviço contínua até 65°C — temperatura de segurança anti-Legionella
- Superfície lisa que dificulta a formação do biofilme precursor da colonização por Legionella
- Durabilidade de 50+ anos mesmo a temperatura elevada — sem degradação
Desvantagens
- Requer adesivo de imersão de alta temperatura certificado para ACS e 65°C
- Expansão térmica do reservatório de betão a 65°C deve ser calculada para dimensionamento das emendas
- Acessórios de penetração devem ser igualmente certificados para ACS e para a temperatura de serviço
Comparação com Outras Membranas
| Característica | EPDM | Tinta epóxi para água | Cisterna PE certificada | GRP / fibra de vidro |
|---|---|---|---|---|
| Certificação para água potável | ACS + WRAS — dupla certificação, reconhecida pela ERSAR e UE | Alguns produtos certificados (verificar individualmente) — película de 5-10 anos | EN 12451 / ACS para volumes pequenos — limitada a pré-fabricados até ~10 m³ | Certificável com gel coat aprovado — durabilidade 20-30 anos |
| Migração de compostos para a água | < 0,1 mg/L COT (EN 12873) — permanente ao longo de 50+ anos | Baixa inicialmente — aumenta com degradação da película ao longo de 5-10 anos | Baixa com PE grau alimentar — aumenta com UV e temperatura ao longo do tempo | Baixa com gel coat aprovado — estireno residual nos primeiros meses de serviço |
| Superfície anti-biofilme | Excelente — Ra < 1 µm, não porosa, 60-80% menos biofilme vs betão nu | Boa enquanto película intacta — degrada e cria micro-poros propícios a biofilme | Boa — mas envelhecimento superficial por UV/temperatura cria micro-fissuras | Boa com gel coat intacto — gel coat fissurado expõe fibras que acumulam biofilme |
| Resistência à temperatura (água quente) | 0°C a 65°C contínuo — cobre toda a gama AQS e anti-Legionella | Típico máx. 50-60°C — consultar ficha técnica do produto | Típico máx. 40-50°C — deformação a temperaturas mais altas | Típico máx. 60-70°C com resina adequada |
| Durabilidade sem reabilitação | 50+ anos — instalação única para a vida do reservatório | 5-10 anos — reaplicação com interrupção de abastecimento | 25-30 anos — substituição total do reservatório | 20-30 anos — renovação de gel coat necessária |
| Custo acumulado 30 anos (índice relativo) | 100 — instalação única, sem interrupções de abastecimento para manutenção | 160 — 3 reaplicações com análises de conformidade em cada ciclo | 130 — substituição completa ao fim de 25-30 anos | 140 — renovação de gel coat e possível substituição |
Desempenho no Clima Português
Portugal — Reservatórios Municipais de Betão com 30-50 Anos
Estima-se que mais de 60% dos reservatórios municipais portugueses têm betão com mais de 30 anos sem revestimento interior adequado. A lixiviação alcalina do betão envelhecido eleva o pH da água armazenada (frequentemente 8,5-9,5) e as superfícies rugosas do betão carbonatado são substrato ideal para biofilme. A ERSAR tem identificado a reabilitação de reservatórios de betão como uma das prioridades do sector de águas — o EPDM ACS é a solução de referência técnica para esta reabilitação: sem demolição, com certificação regulatória integrada e vida útil de 50+ anos.
Zonas Rurais de Portugal — Habitações com Captação Própria
Portugal tem mais de 200.000 habitações em zonas rurais com captação própria de água (furo ou nascente) e armazenamento em cisterna. A maioria destas cisternas tem betão com idade superior a 20 anos, sem revestimento certificado. Em zonas de solos calcários (Centro) e solos ácidos (Norte), a agressividade química da água de captação pode ser significativa. O EPDM ACS proporciona barreira química entre a água e o betão, superfície anti-biofilme, e estanquidade que elimina as perdas por infiltração frequentes em cisternas antigas.
Norte e Centro — Reservatórios com Variação Térmica Sazonal Significativa
Os reservatórios de superfície no norte e centro de Portugal estão sujeitos a variação térmica sazonal de 5 a 30°C (temperatura da água). Esta variação cria ciclos de contracção e expansão no betão que degradam revestimentos rígidos (tintas epóxi) e provocam fissuração em revestimentos cimentícios. O EPDM com elongação ≥ 300% acomoda estes movimentos estruturais sem comprometer a estanquidade, e mantém a certificação ACS/WRAS em toda a gama de temperatura de serviço.
Algarve e Sul — Reservatórios com Temperatura de Água Elevada
No Algarve, a temperatura da água nos reservatórios de superfície pode atingir 25-30°C em pleno verão — condição favorável para o crescimento de Legionella em reservatórios de água quente e para a aceleração de reacções de migração em materiais não certificados. O EPDM ACS certificado até 65°C (para AQS) e com superfície anti-biofilme é o material mais adequado para estas condições. A Membriko especifica 2,0 mm de espessura para reservatórios com temperatura elevada.
Portugal — Hotéis, Hospitais e Grandes Edifícios com Requisitos Anti-Legionella
Hotéis, hospitais, lares de idosos, piscinas públicas e grandes edifícios com sistemas centralizados de água quente sanitária têm obrigação regulatória de implementar planos de prevenção e controlo de Legionella (Decreto-Lei 52/2018). O EPDM ACS certificado a 65°C, com superfície anti-biofilme (Ra < 1 µm), é o material que melhor suporta o protocolo de choque térmico a 70-80°C por 30 minutos — o procedimento de desinfecção de emergência recomendado em caso de detecção de Legionella.
Perguntas Frequentes
A ACS (Attestation de Conformité Sanitaire) é uma certificação francesa gerida pelo LHRSP (Laboratoire d'Hygiène de la Ville de Paris) que avalia a conformidade de materiais e produtos em contacto com água destinada a consumo humano, com base no Arrêté de 29 de maio de 1997. É reconhecida por Portugal, França, Bélgica e pela maioria das entidades reguladoras europeias. A WRAS (Water Regulations Advisory Scheme) é o equivalente britânico, baseado na norma BS 6920, que avalia odor, sabor, turbidez, citotoxicidade e extracção de compostos metálicos e orgânicos. Ter ambas as certificações garante a documentação mais completa possível — a Membriko fornece ambas em todos os projectos de água potável.
Sim. A ERSAR reconhece os padrões ACS e WRAS como documentação válida para materiais em contacto com água potável em reservatórios municipais. O Decreto-Lei 152/2017, que transpõe a Directiva (UE) 2020/2184 para a ordem jurídica portuguesa, exige que os materiais em contacto com água para consumo humano não comprometam a sua qualidade — a certificação ACS/WRAS é a evidência técnica que demonstra este cumprimento. A Membriko entrega o dossier técnico completo (certificados, fichas técnicas, declarações de conformidade) para aprovação do projecto pela ERSAR.
Sim. O EPDM ACS utilizado pela Membriko é certificado para temperatura de serviço contínua de 0°C a 65°C em imersão — cobrindo toda a gama de reservatórios de acumulação de água quente sanitária. Esta temperatura inclui o protocolo de choque térmico anti-Legionella (70°C durante 30 minutos), que o EPDM suporta sem degradação. A certificação ACS mantém-se válida em toda a gama de temperatura de serviço.
A legislação portuguesa exige inspecção visual anual de todos os reservatórios de água potável. O EPDM facilita esta inspecção pela sua superfície lisa e cor contrastante com o betão, que torna anomalias (separações, levantamentos, danos mecânicos) imediatamente visíveis. A Membriko disponibiliza um serviço opcional de inspecção anual com relatório técnico e recomendações — relevante para entidades gestoras municipais com responsabilidade regulatória perante a ERSAR.
Sim, desde que o betão mantenha a sua integridade estrutural. A Membriko avalia o estado do betão na visita técnica: fissuras activas são injectadas com resina de poliuretano hidro-expansiva certificada para água potável; fissuras inactivas são preenchidas com argamassa epóxi; zonas de betão carbonatado com perda de cobertura de armadura são reparadas antes da instalação. O EPDM com elongação ≥ 300% acomoda os movimentos residuais do betão envelhecido sem comprometer a estanquidade.
Antes de entrada em serviço, a Membriko realiza lavagem do reservatório (3 ciclos) e desinfeção com hipoclorito de sódio a 25-50 mg/L durante 24 horas conforme NP EN 805. Após esvaziamento e enchimento com água de rede, é realizada análise por laboratório acreditado que inclui: análise bacteriológica completa (coliformes totais, E. coli, enterococos, Legionella para AQS), análise físico-química (pH, turbidez, conductividade, COT, nitratos, metais), e análise de conformidade com todos os valores paramétricos do Decreto-Lei 152/2017. O reservatório só entra em serviço com resultado satisfatório.
Sim, desde que a tinta existente esteja bem aderida ao betão (teste de aderência por corte cruzado EN ISO 2409). Se a tinta estiver a descascar ou tiver cavidades generalizadas, deve ser removida por esmerilagem ou jato de água a alta pressão antes da instalação. A instalação de EPDM sobre tinta epóxi intacta tem a vantagem de preservar o revestimento existente como camada de regularização, reduzindo a preparação necessária e acelerando o processo de instalação — relevante para reservatórios municipais onde minimizar o tempo de interrupção do abastecimento é prioritário.
A química base é idêntica — ambos são EPDM vulcanizado. As diferenças estão na formulação e na certificação: o EPDM ACS não contém plastificantes, solventes halogenados ou metais pesados nas quantidades presentes em alguns EPDM de coberturas; o sistema de vulcanização é restrito a compostos aprovados pelas listas ACS/WRAS; o negro de fumo utilizado é de grau testado para extractáveis; os antioxidantes são seleccionados de compostos com perfil de segurança para contacto com água potável. A Membriko nunca utiliza EPDM de coberturas em aplicações de água potável — a certificação ACS/WRAS é condição obrigatória para todos estes projectos.
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