Impermeabilização de Coberturas Planas com EPDM — 50+ Anos Comprovados

A membrana EPDM é a solução definitiva para coberturas planas — durável, flexível e resistente às condições climáticas adversas de Portugal. Resistência UV nativa sem aditivos, flexibilidade permanente de -45°C a +130°C, e vida útil comprovada por estudos de campo de 30+ anos.

50+
Anos de vida útil documentada em campo (estudo ERA)
-45°C a +130°C
Amplitude térmica de serviço total
400%
Elongação na rutura — acomoda todos os movimentos estruturais
20 anos
Garantia de instalação Membriko

A Ciência por Trás da Falha das Coberturas Planas

As coberturas planas são o ambiente mais exigente para um sistema de impermeabilização. Não há inclinação que drene por gravidade, não há estrutura inclinada que alivie as tensões térmicas. Portugal continental experimenta amplitudes térmicas que poucos países europeus igualam: numa cobertura plana não protegida, a temperatura superficial pode atingir 80-90°C em julho no Alentejo e descer abaixo de zero nas noites de Trás-os-Montes. Ao longo de 20 anos, uma cobertura portuguesa pode sofrer 7.000 a 10.000 ciclos térmicos significativos. As soluções tradicionais falham porque os mecanismos de degradação não são uma possibilidade — são uma certeza.

  • Betume modificado APP perde elasticidade por oxidação progressiva — elongação de rotura reduz de 200% para <30% ao fim de 10 anos de exposição UV em clima português
  • PVC plastificado perde 2-5% dos plastificantes por ano em clima mediterrânico — ao fim de 15 anos, a perda compromete a integridade mecânica da membrana
  • Degradação por ozono: ataca ligações duplas C=C da cadeia principal de betume e borrachas não saturadas — o EPDM não tem ligações duplas na cadeia principal
  • Ciclos térmicos extremos: faixa de 10 m de betume APP dilata 78-90 mm sob variação de 60°C — membranas com elasticidade reduzida fissurem progressivamente
  • Acumulação de água: cada centímetro de lâmina de água representa 10 kg/m² de carga hidrostática que força penetração através de microfissuras e emendas mal executadas
  • Custos de manutenção recorrentes de betume que superam o investimento inicial ao fim de 15 anos — mais duas substituições no horizonte de vida útil de um edifício de betão

EPDM — A Membrana que a Ciência dos Polímeros Escolheu

O EPDM (Etileno Propileno Dieno Monómero) é um elastómero de engenharia concebido especificamente para resistir aos agressores que destroem todos os outros sistemas. A sua cadeia principal totalmente saturada — sem ligações duplas C=C — é intrinsecamente resistente ao ozono e à fotodegradação, sem necessidade de aditivos que se esgotam. Sem plastificantes para perder, a flexibilidade do EPDM mantém-se em toda a amplitude de -45°C a +130°C ao longo de 50+ anos. A elongação de 300-500% acomoda todos os movimentos estruturais previsíveis na vida útil de qualquer edifício.

  • Cadeia polimérica principal saturada — sem ligações C=C susceptíveis de ataque por ozono ou fotodegradação UV (resistência intrínseca, não um aditivo)
  • Sem plastificantes para migrar: a composição química do EPDM permanece idêntica ao fim de 50 anos de serviço
  • Elongação de 300-500% que acomoda todos os movimentos estruturais — retracção do betão, assentamentos diferenciais, abertura de juntas de dilatação
  • Negro de fumo (30-40 phr): reforço mecânico, protecção UV adicional e distribuição uniforme do calor
  • Marcação CE conforme EN 13956 com declaração de desempenho — produto verificado por organismo notificado independente
  • Vida útil de 86,8 anos projectada por modelação de Arrhenius — comprovada por estudos de campo ERA (28-32 anos) e SKZ (39 amostras europeias)

Vantagens do EPDM

Durabilidade de 50+ Anos Documentada em Campo

O estudo ERA analisou cinco membranas EPDM com 28-32 anos de serviço real e encontrou elongação residual de 287-514% e resistência à tração de 8,2-15,5 MPa — valores que mantêm total conformidade com a EN 13956. O estudo SKZ analisou 39 amostras europeias de 20-30 anos e verificou retenção de propriedades superior a 80% em 35 das 39. A modelação de Arrhenius projecta vida útil de 86,8 anos a 25°C médios. Instalações da década de 1970 ainda em serviço activo em Portugal.

Resistência Térmica de -45°C a +130°C Sem Degradação

A temperatura de transição vítrea do EPDM situa-se entre -60°C e -50°C — o material mantém elasticidade plena até -45°C. No limite superior, permanece dimensionalmente estável e funcionalmente íntegro até +130°C, muito acima dos 80-90°C que coberturas planas atingem no Algarve em agosto. O betume APP tem amplitude de serviço de apenas -15°C a +100°C, insuficiente para o clima português tanto no verão algarvio como nos invernos de Trás-os-Montes.

Impermeabilidade Absoluta Sem Hidrólise

Zero permeabilidade à água mesmo sob pressão hidrostática. A membrana EPDM não absorve água nem sofre hidrólise ao longo do tempo — a sua cadeia polimérica saturada é quimicamente estável em contacto permanente com água ácida de chuva (pH 4,5-6 em Portugal) e com água de formação condensada. Não existe mecanismo de degradação por contacto permanente com água no EPDM vulcanizado, ao contrário de sistemas base poliéster que podem sofrer hidrólise progressiva.

Resistência UV Nativa — Sem Aditivos que se Esgotam

A resistência ao ozono e à fotodegradação UV do EPDM é intrínseca à arquitectura molecular — a cadeia principal saturada não tem ligações duplas C=C susceptíveis de ozonólise nem grupos cromóforos que absorvam UV. Esta resistência não depende de aditivos estabilizadores que se esgotam ao longo do tempo. O negro de fumo (30-40 phr) reforça adicionalmente a protecção UV interceptando a radiação antes de atingir a cadeia polimérica. Comparativamente, o betume APP requer camadas de protecção (gravilha, granulado mineral) e o PVC depende de estabilizadores que se degradam.

Instalação a Frio Sem Chama — Três Métodos Certificados

A Membriko domina os três métodos certificados pela EN 13956: colagem total (fully adhered) para máxima resistência ao vento; fixação mecânica para decks metálicos, OSB e suportes que não suportam carga de lastro; e sistema de lastro (seixo rolado 50-80 kg/m²) para o método mais económico e de mais fácil inspecção futura. Sem torcha, sem chama, sem emissões de hidrocarbonetos poliaromáticos — o processo EPDM a frio é mais seguro, mais limpo e mais rápido do que qualquer método com calor.

Custo de Ciclo de Vida 3-5x Inferior ao Betume em 30 Anos

O betume modificado APP tem vida útil real de 10-20 anos em clima português e raramente atinge o limite superior. Em 30 anos de vida de um edifício, o proprietário com betume paga a impermeabilização duas vezes — mais custos de reparação e de danos causados por infiltrações. O EPDM é instalado uma vez e não é substituído em 30 anos. Com o custo de instalação inicial competitivo e zero custo de manutenção correctiva, o custo de ciclo de vida do EPDM é 3 a 5 vezes inferior ao betume num horizonte de 30 anos.

Especificações Técnicas

Espessura disponível

1,0 mm / 1,2 mm / 1,5 mm / 2,0 mm (EN 1849-2)

Largura dos rolos

Até 15,25 m — minimiza número de emendas

Comprimento dos rolos

Até 61 m por rolo

Temperatura de serviço

-45°C a +130°C

Temperatura de transição vítrea (Tg)

-60°C a -50°C

Elongação na rutura

≥ 300% (típico 400-600%) (EN 12311-2)

Resistência à tração

≥ 9 N/mm² (EN 12311-2)

Resistência ao rasgamento

≥ 20 N/mm (EN 12310-2)

Resistência ao puncionamento estático

Classe W2 (EN 12730)

Resistência ao dobramento a frio

Sem fissuras a -40°C (EN 495-5)

Resistência ao envelhecimento acelerado

≥ 70% resistência tração após 168h a 100°C (EN 13956)

Resistência UV e ozono

Intrínseca — cadeia principal saturada sem C=C

Classificação de reação ao fogo

Classe E (EN 13501-1)

Norma de produto

EN 13956 (NP EN 13956) / ASTM D4637

Marcação CE

Obrigatória — declaração de desempenho disponível

Vida útil projectada (Arrhenius)

86,8 anos a 25°C; 50+ anos confirmados em campo (ERA/SKZ)

Processo de Instalação

  1. 1

    Consultoria e Diagnóstico Técnico

    Visita técnica gratuita incluindo: medição rigorosa da área e levantamento topográfico da cobertura (identificação de caimentos, zonas planas, pontos baixos e acumulação de água); inspecção visual do sistema existente e do suporte estrutural com registo fotográfico sistemático; avaliação do estado das caleiras, ralos e pontos singulares (rufos, saídas de cabos, claraboias, paredes emergentes); ensaio de humidade do suporte com humidímetro calibrado; análise das condições de vento locais com referência ao EN 1991-1-4; e avaliação da carga estrutural disponível para determinar a viabilidade de cada método de instalação. O relatório técnico resultante fundamenta a proposta específica para cada cobertura.

  2. 2

    Preparação do Suporte

    Limpeza completa da superfície com remoção de poeiras, partículas soltas, resíduos de betume antigo e agentes contaminantes. Reparação de fissuras e irregularidades com argamassa de reparação ou espuma de poliuretano de células fechadas. Remoção do sistema existente quando o estado não permite sobrecobrir (delaminações, bolhas generalizadas, perda de aderência). Instalação da barreira de vapor (VCL) quando a análise higrotérmica indica risco de condensação intersticial. Verificação final de planeza — irregularidades superiores a 5 mm em régua de 2 metros são corrigidas. Para colagem total: verificação de humidade do suporte — máximo 8%.

  3. 3

    Projecto de Corte e Minimização de Emendas

    Planeamento do layout de corte em função das dimensões e configuração da cobertura, maximizando o comprimento de cada pano e posicionando as emendas nos locais de menor solicitação mecânica e menor exposição à acumulação de água. O EPDM está disponível em rolos de largura até 15,25 m e comprimentos até 61 m — permitindo cobrir vastas áreas sem emendas intermédias. Cada peça é identificada e numerada para instalação eficiente. Os cortes são realizados com ferramentas calibradas para garantir orlas lineares e limpas — condição essencial para a qualidade das emendas.

  4. 4

    Instalação da Membrana pelo Método Seleccionado

    Para colagem total: aplicação de adesivo de contacto de base neoprene (Bonding Adhesive Carlisle) tanto na face inferior da membrana como no suporte, respeito do tempo de abertura controlado, pressão manual com rolo de borracha para contacto total. Para fixação mecânica: posicionamento das buchas de fixação metálicas e discos de distribuição de carga nas zonas de sobreposição, com espaçamento calculado conforme EN 1991-1-4. Para lastro: colocação livre da membrana seguida de seixo rolado 30-50 mm a 8-10 cm de espessura (130-160 kg/m²) ou lajes prefabricadas sobre apoios pontuais.

  5. 5

    Emendas, Rufos e Pontos Singulares

    Aplicação de primer QuickPrime Plus nas faces a emendar — limpa e activa a superfície para adesão da fita. Aplicação da fita QuickSeam de 150 mm com pressão uniforme de rolo de silicone, sobreposição mínima de 75 mm. Pontos singulares tratados com pré-fabricados EPDM do mesmo fabricante da membrana: mangas para saídas de drenos, peças angulares de 90° para cantos, remates em paredes verticais com barra de terminação mecânica e selagem de butilo. Sem mastique como vedação permanente — apenas como protecção superficial sobre vedações mecânicas.

  6. 6

    Controlo de Qualidade Sistemático

    Três níveis de verificação: inspecção visual de todas as emendas e pontos singulares com documentação fotográfica; teste de sonda metálica em 100% do comprimento de todas as emendas para detecção de zonas não aderidas; e deteção eletrónica de fugas (ELD) em coberturas de área superior a 500 m² ou em coberturas com cobertura verde, fotovoltaica ou inacessíveis após instalação. O ELD identifica com precisão milimétrica qualquer ponto de falha. Não se dá a cobertura como concluída sem conformidade documentada de 100% das emendas.

  7. 7

    Garantia, Documentação e Acompanhamento

    Emissão de certificado de garantia de 20 anos que cobre a estanquidade do sistema em condições normais de utilização, suportado pela parceria com os fabricantes de membrana. Entrega de documentação as-built com registo fotográfico de todas as emendas e pontos singulares, plano de layout da membrana, e plano de manutenção preventiva. A Membriko permanece disponível para inspecções anuais e para assistência técnica ao longo da vida útil da cobertura.

Técnicas de Instalação

Sistema Colado (Totalmente Aderente)

A membrana EPDM é colada na totalidade ao suporte isolante ou estrutural usando adesivo de contacto de base neoprene (Bonding Adhesive) ou adesivo de base aquosa para superfícies interiores. A vantagem técnica principal é a inexistência de câmara de ar entre membrana e suporte: a pressão de vento negativa é resistida por toda a superfície colada, e não apenas pelos pontos de fixação mecânica. Ideal para coberturas com exposição ao vento elevada (litoral atlântico, topos de edifícios altos) e para renovações sobre suportes existentes irregulares.

Vantagens

  • Máxima resistência ao levantamento pelo vento — resistência distribuída por toda a superfície
  • Sem risco de acumulação de água sub-membrana em caso de dano localizado
  • Adequado para renovações sobre suporte irregular sem regularização prévia extensa
  • Método preferencial em zonas de forte exposição ao vento (litoral, edifícios altos)

Desvantagens

  • Requer suporte seco (humidade < 8%), limpo e estruturalmente coeso — verificação prévia obrigatória
  • Tempo de instalação superior ao sistema de lastro — exige tempo de abertura e cura do adesivo
  • Não adequado para superfícies friáveis ou com baixa resistência à tração superficial

Sistema de Lastro (Balastrado)

A membrana é colocada livremente sobre o suporte e mantida no lugar por seixo rolado de granulometria 30-50 mm em espessura de 8-10 cm (130-160 kg/m²) ou por lajes prefabricadas de betão sobre apoios pontuais. O lastro protege a membrana da radiação UV e do vandalismo, e permite que a membrana expanda e contraia livremente com as variações térmicas sem acumular tensões. O método mais económico em termos de mão-de-obra e o de mais fácil inspecção e reparação futura.

Vantagens

  • Instalação mais rápida e económica — sem tempo de abertura e cura de adesivos
  • Lastro protege a membrana UV, granizo e vandalismo
  • Membrana livre para expandir e contrair termicamente sem acumular tensões
  • Inspecção e reparação futura simplificadas — basta remover o lastro na zona afectada

Desvantagens

  • Carga adicional na estrutura: 130-160 kg/m² de seixo — verificação estrutural obrigatória
  • Não adequado para coberturas com inclinação superior a 5° — seixo pode migrar
  • Seixo pode migrar em eventos de vento extremo em coberturas de grande área sem compartimentação

Sistema de Fixação Mecânica

A membrana é fixada ao deck estrutural através de buchas de fixação metálicas e discos de distribuição de carga posicionados nas zonas de sobreposição entre painéis adjacentes. Os discos ficam cobertos pela fita de emenda QuickSeam, tornando o sistema hermético. O espaçamento entre fixações é calculado conforme a zona de vento do EN 1991-1-4 e a resistência de arranque dos elementos de fixação no deck específico. O método ideal para decks metálicos, OSB, contraplacado estrutural e estruturas que não suportam carga de lastro.

Vantagens

  • Não requer suporte de alta resistência à tração superficial nem suporte que aguente carga de lastro
  • Adequado para suportes ligeiros: deck metálico, OSB, contraplacado, painéis sanduíche
  • Instalação mais rápida do que a colagem total em grandes coberturas de geometria regular
  • Sem carga adicional relevante na estrutura da cobertura

Desvantagens

  • A qualidade das emendas sobre os discos é crítica — exige execução cuidadosa e verificação com sonda
  • Requer cálculo preciso de distância entre fixações conforme EN 1991-1-4 para a zona de vento
  • Pontos de fixação visíveis nas emendas — impacto estético menor mas verificação de conformidade mais exigente

Comparação com Outras Membranas

CaracterísticaEPDMBetume modificado APPPVC plastificadoPoliuretano líquido
Vida útil comprovada em campo50+ anos (estudo ERA 28-32 anos; 86,8 anos Arrhenius)10-20 anos em clima português — raramente atinge o máximo20-30 anos — perda de plastificante acelera em clima quente8-15 anos — requer reaplicação periódica
Resistência UV e ozonoIntrínseca — cadeia principal saturada sem ligações duplas C=CRequer protecção (granulado, gravilha) — degradação progressiva sem elaEstabilizadores UV que se degradam ao longo do tempoRequer revestimento de protecção UV — reaplicação periódica
Amplitude térmica de serviço-45°C a +130°C — cobre todos os climas portugueses-15°C a +100°C — insuficiente para Algarve e Trás-os-Montes-30°C a +60°C — risco de amolecimento em coberturas de sul-20°C a +80°C — risco de deformação em coberturas quentes
Método de instalação (segurança, emissões)Frio — sem torcha, sem chama, sem emissões PAHTorcha a gás — risco de incêndio, emissões PAH perigosasAr quente — equipamento especializado, sem chama mas com energiaProjecção/rolo — solventes VOC, exige protecção respiratória
Ausência de plastificantes (estabilidade química)Sem plastificantes — composição química idêntica ao fim de 50 anosSem plastificantes mas com asfaltenos sujeitos a oxidação30-50% de plastificantes por massa — migração progressiva inevitávelSem plastificantes mas com isocianatos sujeitos a hidrólise
Sustentabilidade e fim de vida100% reciclável — sem plastificantes ftalatos nem cloroReciclagem difícil — mistura complexa de polímeros e betumeContém plastificantes ftalatos (preocupações endócrinas) e cloroResíduos de solventes na aplicação — difícil reciclagem do produto curado
Custo de ciclo de vida (30 anos)Baixo — uma instalação, zero substituições, manutenção mínimaElevado — 1-2 substituições completas em 30 anos mais reparaçõesMédio — manutenção regular e substituição possível antes dos 30 anosElevado — reaplicações a cada 8-12 anos mais reparações frequentes

Desempenho no Clima Português

Litoral Atlântico (Porto, Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz)

Amplitude térmica moderada (15-25°C de variação sazonal) mas humidade relativa elevada (75-90% em média anual), precipitação frequente de outubro a abril, e vento predominante de noroeste com pressões negativas elevadas em coberturas. O EPDM resiste sem problemas à exposição crónica à humidade e aos ciclos gelo-degelo ocasionais no inverno, e a colagem total é o método preferencial para coberturas expostas ao vento atlântico.

Mediterrâneo (Algarve, Alentejo Litoral, Baixo Alentejo)

Verões quentes e secos com coberturas a atingir 80-90°C em dias de sol intenso em julho e agosto. O EPDM mantém integridade e elasticidade plena até +130°C — muito acima das temperaturas que coberturas algarvias atingem. O betume APP amolece, escorre e perde aderência acima de 100°C — precisamente as condições do Algarve em pleno verão. O EPDM é a única escolha tecnicamente correcta para coberturas planas no sul de Portugal.

Interior Continental (Trás-os-Montes, Alentejo Interior, Beiras)

Amplitudes térmicas extremas: -15°C no inverno a +40°C no verão com coberturas a atingir +80°C. O EPDM é o único sistema que mantém flexibilidade em toda esta amplitude — a temperatura de transição vítrea de -60°C a -50°C garante que não fissureira nos invernos de Bragança ou Guarda. O betume APP perde elongação progressivamente e as suas propriedades a -15°C são insuficientes para sobreviver a invernos rigorosos.

Zonas de Montanha (Serra da Estrela, Peneda-Gerês, Montemuro)

Precipitação elevada (até 2.500-3.000 mm anuais), neve e gelo frequentes no inverno, e coberturas sujeitas a carga de neve significativa. A resistência à flexão a -40°C (EN 495-5) do EPDM garante que não fissura durante os ciclos gelo-degelo típicos destas regiões. A ausência de ligações C=C na cadeia principal do EPDM elimina o mecanismo de ozonólise que destrói membranas betuminosas e de borracha não saturada nestes ambientes de altitude com ozono troposférico elevado.

Zonas Urbanas com Efeito de Ilha de Calor (Lisboa, Porto, Braga)

Coberturas em zonas urbanas densas atingem temperaturas 5-10°C superiores às zonas rurais por efeito de ilha de calor. Combinado com menor velocidade do vento e maior humidade, o EPDM é particularmente relevante em coberturas planas de edifícios multifamiliares e comerciais onde a impermeabilização falha sistematicamente ao fim de poucos anos com betume tradicional. O EPDM negro (cobertura a frio) pode ser complementado com EPDM branco ou cinza para coberturas reflectivas em zonas de calor urbano intenso.

Perguntas Frequentes

Uma membrana EPDM instalada correctamente tem vida útil comprovada superior a 50 anos. O estudo ERA analisou cinco membranas com 28-32 anos de serviço real e encontrou elongação residual de 287-514% e resistência à tração de 8,2-15,5 MPa — valores que mantêm total conformidade com a norma EN 13956. O estudo SKZ analisou 39 amostras europeias de 20-30 anos e verificou retenção de propriedades superior a 80% em 35 das 39. A modelação de Arrhenius projecta vida útil de 86,8 anos a 25°C médios. Com manutenção preventiva anual básica (limpeza de ralos, inspecção visual), 60+ anos de serviço são uma expectativa razoável.

Na maioria dos casos, sim. Se o sistema existente estiver estruturalmente sólido — sem delaminações generalizadas, sem bolhas de dimensão superior a 30 cm, sem zonas de humidade activa no suporte — o EPDM pode ser instalado por cima, eliminando os custos de demolição e de deposição de resíduos. A Membriko realiza ensaio de humidade do suporte (máximo 8% para colagem total) e avaliação de aderência antes de confirmar a compatibilidade. Em casos de dúvida, a remoção parcial da zona afectada é preferível a instalação sobre suporte comprometido.

O EPDM standard de 1,0-1,2 mm não é adequado para tráfego pedonal frequente sem protecção mecânica. Para coberturas transitáveis, a Membriko recomenda EPDM de 1,5 mm ou 2,0 mm associado a lajes de betão prefabricadas sobre apoios pontuais (que permitem inspeccionar e reparar a membrana), deck de madeira sobre suportes reguláveis, ou revestimento epóxi antiderrapante. Para terraços de uso intensivo (restaurantes, bares de cobertura), a especificação inclui camada de protecção específica calculada para a carga de utilização.

Danos pontuais — furos, cortes, aberturas em emendas — são reparados com facilidade usando patches de EPDM da mesma formulação e adesivo de contacto. O processo: limpeza da zona com isopropanol, aplicação de primer QuickPrime Plus, aplicação do patch EPDM com pelo menos 150 mm de sobreposição em todas as direcções e pressão de rolo de silicone, verificação com sonda metálica após cura. A reparação é durável e tem as mesmas propriedades mecânicas da membrana original. Para danos extensos (>25% da área total), a substituição parcial ou total pode ser mais económica.

Sim. O EPDM é o sistema de impermeabilização preferido pela indústria fotovoltaica para coberturas planas. Os suportes dos painéis são fixados através da membrana com buchas específicas e vedantes de EPDM certificados, sem comprometer a estanquidade. A Membriko especifica o tipo de fixação, o espaçamento e os vedantes em função do sistema fotovoltaico e das cargas de vento calculadas conforme EN 1991-1-4. Para instalações FV extensas que cobrem a maioria da cobertura, o sistema de fixação mecânica é frequentemente o mais adequado.

O EPDM funciona desde inclinação zero (0%) até coberturas muito inclinadas. Para coberturas com inclinação inferior a 2%, o RGEU exige análise hidráulica para garantir drenagem adequada e evitar acumulação de água estagnada. Para inclinações entre 0% e 2%, a Membriko recomenda análise dos pontos de drenagem e, quando necessário, a instalação de drenos de emergência (secunda linha de defesa). Para inclinações superiores a 5° com sistema de lastro, é obrigatória a verificação de estabilidade do lastro ou mudança para sistema colado.

As membranas de poliuretano líquido têm como vantagem principal a aplicabilidade a superfícies de geometria complexa sem emendas. Contudo, a vida útil de 8-15 anos (vs 50+ anos do EPDM) implica reaplicações periódicas onerosas. A sensibilidade do PU à humidade durante a aplicação (em Portugal, janelas de aplicação limitadas) e a perda de propriedades por hidrólise em contacto permanente com água são limitações adicionais. Para coberturas planas de geometria standard, o EPDM é superior em todos os critérios de ciclo de vida. O PU líquido é adequado para reparações pontuais ou para superfícies de muito complexa geometria onde a instalação de folha EPDM seria impraticável.

Sim. O EPDM é o sistema de impermeabilização de referência para coberturas verdes — a norma FLL (Forschungsgesellschaft Landschaftsentwicklung Landschaftsbau) certifica o EPDM como barreira anti-raiz resistente a todas as espécies vegetais usadas em coberturas verdes extensivas e intensivas. A compatibilidade química do EPDM com os fertilizantes e o estrume utilizados na cobertura verde é total. Para coberturas verdes intensivas (acima de 20 cm de substrato), a Membriko especifica EPDM de 1,5 mm ou 2,0 mm com geotêxtil de protecção anti-raiz sobrejacente. A Membriko tem experiência específica na integração do sistema de impermeabilização EPDM com as camadas drenantes e de substrato da cobertura verde.

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